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  • Qual o impacto das redes sociais na escolha de vinhos?

    Os dados vão de encontro com a experiência de Mar Barbera, especialista em marketing de influência da agência americana de RP Colangelo & Partners. “Quando o objetivo é gerar reconhecimento para uma vinícola ou região produtora, trabalhamos com ‘wine influencers’, que são entusiastas do vinho cuja audiência busca recomendações de bons rótulos”, explica ela. Por outro lado, “quando queremos conversar com consumidores mais jovens, colaboramos principalmente com influenciadores de lifestyle”, complementa.

    O consumo de vinhos com menor teor alcoólico, embora ainda pouco difundido no Brasil, tem ganhado espaço entre os jovens por estar alinhado a hábitos de vida mais saudáveis. A importância dada à saúde e ao bem-estar também impacta o modo como esses consumidores se relacionam com o vinho. “A bebida vira uma oportunidade de desconexão digital e reconexão com o momento presente”, resume Pablo. “Investir em sustentabilidade, presença digital e inovação são elementos-chave para atrair a Geração Z e garantir um posicionamento sólido no futuro do mercado de vinhos. Com um olhar atento às tendências e disposição para dialogar com esses jovens consumidores, o setor vitivinícola pode se reinventar e expandir ainda mais seu alcance”, conclui o especialista.

    Ferramentas Digitais

    A Nova Geração de Consumidores de Vinhos e a Busca por Experiências Reais

    A empresa estabeleceu metas ambiciosas em relação à redução do impacto ambiental, como o uso de energias renováveis e a redução das emissões de carbono. Além disso, a Unilever está comprometida com a melhoria das condições de trabalho em sua cadeia de suprimentos e com a promoção da igualdade de gênero. Essas ações refletem o compromisso da empresa com os aspectos ESG, ganhando a confiança e a preferência das novas gerações de consumidores. Essas empresas são exemplos de organizações que estão priorizando o ESG em suas práticas e estratégias de negócios.

    Os bloqueios durante a pandemia deram uma ideia de como seriam as compras totalmente digitais. Quando os consumidores recuperaram a liberdade de escolher onde comprar, ficou claro que frequentar lojas físicas é algo que eles querem continuar a fazer. A pesquisa da Bain indica que as lojas físicas representaram para os Millennials e a Geração Z 38% dos gastos no varejo em 12 categorias nos últimos seis meses, 43% para a Geração X e 53% para boomers e consumidores mais velhos.

    Essa consciência transforma o ato de comprar vinho em um gesto de responsabilidade e identidade. Se antes o vinho era apenas algo que se comprava no supermercado, hoje ele se tornou uma experiência. E é justamente aí que o enoturismo se consolida como uma das grandes forças do novo vinho brasileiro.

    No universo dos vinhos, isso se traduz em curiosidade sobre o terroir, o tipo de uva, o manejo da videira e até o impacto ambiental da produção. Neste artigo, vamos então entender por que o vinho brasileiro está conquistando as novas gerações e como essa relação está moldando o futuro do setor. Vinícolas lideradas por mulheres ou pequenos produtores independentes, por exemplo, têm sido mais procuradas. A decisão de compra, nesse perfil de consumidor, está atrelada à identificação com os valores da marca ou da vinícola, mais do que à tradição ou prestígio. O ritual formal deu lugar a uma abordagem mais descomplicada, muitas vezes associada à convivência social em grupos ou eventos informais.

    A sustentabilidade, portanto, torna-se uma ponte poderosa entre a indústria do vinho e essa geração. O estilo de vinhos que dominou o paladar do brasileiro entre as décadas venda de vinhos de 1970 e 2000 já não encontra lugar entre os bebedores modernos, cansados da mesmice e da falta de identidade desses rótulos. Da mesma forma, gerações inteiras de novos bebedores e sommeliers, alinhados com os paradigmas atuais de sustentabilidade e saúde, já iniciam sua vida etílica e profissional através de vinhos sem aditivos e cultivados de maneira limpa. O Magazine Luiza é uma das maiores redes de varejo do Brasil e tem demonstrado um forte compromisso com o ESG.

    Iniciativas como clubes de vinho voltados para jovens — entre eles On Cloud Wine, Chardonngay e Wine for Me — buscam eliminar a percepção de elitismo que por muito tempo marcou o setor. O modelo substitui o ritual formal por uma abordagem mais direta, na qual o consumidor pode simplesmente descrever preferências de sabor e receber recomendações personalizadas. Produtores também ampliaram o portfólio com bebidas prontas para consumo, como spritzers, coquetéis engarrafados e vinhos enlatados.

    Uvas gregas, georgianas e italianas estão sendo introduzidas em vinhedos experimentais na tentativa de encontrar variedades adaptadas a cada microclima brasileiro e manejo agrícola sustentável. Clones de uvas desenvolvidos para regiões específicas, como a Ribas de São Roque, estão sendo novamente pesquisados e vinificados por vinhateiros regionais. Ânforas, vidro e tanques antigos de cimento trabalham lado a lado, numa mistura de busca por inovação e resgate de tradições. Instagram, TikTok e influenciadores digitais têm se tornado vitrine para rótulos e regiões.

    Digitalização da jornada de compra

    A Microsoft tem assumido um papel de liderança no que diz respeito à governança corporativa e ao compromisso social. A empresa definiu metas ambiciosas para reduzir sua pegada de carbono e se tornar carbono negativa até 2030. Além disso, a Microsoft está trabalhando para promover a inclusão digital, capacitando comunidades marginalizadas e fornecendo acesso à tecnologia.

    Geração Z redefine consumo de vinho com foco em baixo teor alcoólico

    É o caso da Stella Rosa, que introduziu o Spritz Del Conte para se aproximar de jovens que preferem opções inspiradas em coquetéis. Já a Nomadica aposta em vinhos em lata e caixa, com embalagens que incluem QR codes que direcionam a playlists musicais, criando experiências integradas. O consumo permanece, embora em formatos diferentes, com preferência por bebidas de baixo teor alcoólico, sustentáveis e de fácil acesso em contextos sociais. Comprar um vinho brasileiro é, para muitos jovens, uma forma de apoiar pequenos produtores, preservar tradições e estimular o desenvolvimento de comunidades rurais.

    Além disso, a Natura está comprometida com a inclusão social e a promoção da diversidade em sua cadeia de valor. A Natura é uma empresa brasileira de cosméticos que tem como um de seus principais pilares a sustentabilidade. Com hábitos distintos das gerações anteriores, os jovens da Geração Z — nascidos entre meados da década de 1990 e 2010 — estão transformando o mercado de vinhos. A preferência recai sobre rótulos mais leves, sustentáveis, com menor teor alcoólico e de menor intervenção química, muitas vezes ligados a causas ambientais ou sociais.